quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012


COLÔMBIA: IGREJA REJEITA CONSIDERAR COMO FAMÍLIA AS UNIÕES DO MESMO SEXO


De acordo com uma decisão do Tribunal Constitucional

 A Igreja Católica na Colômbia rejeitou neste sábado uma recente decisão da Corte Constitucional que considerou como família um casal do mesmo sexo.
 "É uma monstruosidade jurídica", disse o secretário geral da Conferência Episcopal Juan Vicente Córdoba, sobre a decisão que determina que casais do mesmo sexo constituem uma família.
"A Constituição diz que a família é o núcleo da sociedade e será composta só entre homem e mulher, e o Tribunal, por passe de mágica, tirou um ás da manga, e porque dois ou três deles quiseram mudá-la,  o mudaram para 45 milhões de colombianos, é uma monstruosidade jurídica", disse monsenhor Córdoba.
A Corte Constitucional afirmou em decisão divulgada nesta semana que "o vínculo familiar se consegue a partir de diversas situações de fato, entre elas a livre vontade de conformar a família, independentemente do sexo ou da orientação dos seus integrantes".
A mesma decisão acrescentou que se torna claro que “a heterossexualidade ou a diferença de sexo entre o casal, e até mesmo a existência de um, não é um requisito para o seu reconhecimento constitucional”.
Mas, de acordo com o bispo, a Corte deve cuidar da Constituição, ninguém pode mudar uma única letra, e, neste caso, a Corte não está cumprindo esse papel.
"Eles [os juízes] não podem mudar a lei, que só o Congresso pode fazer", ‘zapatero a tu zapato’ (sapateiro ao teu sapato), destacou o secretário da Conferência Episcopal.
Com a decisão, disse monsenhor Córdoba, "começa-se a dizer que existem várias formas de família e uma vez que já aceitam isso, então vem a adoção”. A Corte Constitucional reconheceu em outras decisões a pensão de sobrevivente aos casais do mesmo sexo, igualando-os às condições dos heterossexais, mas até agora concordam que os homossexuais podem constituir uma família.
A Corte Constitucional Colombiana reconheceu como família esses casais ao decidir um recurso de amparo de dois casos de pessoas cujos casais do mesmo sexo faleceram e não para aqueles casais falhando um apelo de dois casos de pessoas cujos casais do mesmo sexo morreram e não foram reconhecidas as suas pensões.
Fonte: Zenit

Pichação ofensiva em parede de igreja causa perplexidade e espanto


Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”.
As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.
A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.
Segundo o Portal Correio do Lago, “L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja”, publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.
A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.
Leia a carta pública na íntegra.
“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

A legislação brasileira dá o direito de expressão a todos os cidadãos, mas também exige respeito pelo patrimônio alheio, inclusive criminalizando atos de vandalismo e pichação.

Nesta manhã de sexta-feira os católicos de Santa Helena e porque não dizer, todas as pessoas de boa vontade, ao passarem pela Igreja Matriz Santo Antonio manifestam profunda indignação, reprovação e sentem-se ofendidos pelos atos de vandalismo que aconteceram ao longo desta noite de quinta para sexta, quando alguns elementos picharam a parede lateral da Igreja com ofensas à religião e a Deus.

Esses atos são considerados uma blasfêmia (do dicionário):

1. Ultraje a algo  considerado sagrado, a uma divindade ou religião; 
2. Palavras ofensivas e insultantes contra uma pessoa ou um objeto dignos de respeito).

Portanto, como Igreja Católica afirmamos:

1. A atitude dessas pessoas foi uma blasfêmia contra Deus, o criador de todas as coisas, e contra os católicos que usam este templo sagrado para as celebrações sagradas da comunidade e para seu encontro pessoal com Deus;

2. Como crime previsto na legislação, exigimos que as autoridades competentes investiguem o caso e dêem respostas a toda comunidade santa-helenense;

3. Esses fatos, como vários outros que tem sido corriqueiros em nossa cidade, são as consequências de uma sociedade que deixou os valores fundamentais de lado: valores da vida, do respeito ao próximo, da família, do amor a Deus;

4. Quando o ser humano é desumanizado naquilo que lhe é mais precioso – “ser imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) qualquer ideologia: do poder, do dinheiro, da vaidade, do anárquico se avultam;

5.Por isso é urgente que a sociedade, a igreja, as famílias, os responsáveis pelos poderes públicos, os educadores de nossas instituições assumam esse papel de formadores da vida e das pessoas no cuidado dos valores que são fundamentais a todos: a vida, o ser humano em todas as suas dimensões, a liberdade religiosa e o respeito às manifestações de fé.
Fonte: blog do Carmadelio


Sete anos de pontificado de Bento 16


Ao comemorar seu 78º aniversário, o Cardeal Joseph Ratzinger esperava uma aposentadoria tranquila, mas três dias depois, no dia 19 de abril de 2005, ele foi eleito o 264º sucessor de Pedro.
“A única coisa que pensei para explicar a mim mesmo foi: ‘Evidentemente, a vontade de Deus é outra, e para mim começa algo completamente diferente, uma coisa nova. Mas Ele está comigo”, conta o agora papa Bento 16, no livro-entrevista “Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos Tempos".
Na Praça de São Pedro, fiéis, peregrinos e a imprensa de todo mundo esperavam pelo anúncio e o primeiro pronunciamento no novo papa. Bento 16 então pensou “O que poderia dizer?”. Desde o momento da eleição, ele só conseguia dizer “Senhor, o que está fazendo comigo? Agora a responsabilidade é Tua. Deves conduzir-me! Não sou capaz disso. Se me quiseste, agora deves também ajudar-me”.
De fato, ser o líder da maior Igreja cristã que reúne fiéis de diferentes etnias, povos e culturas dos quatro cantos da Terra é um grande dever. Os católicos no mundo são cerca de 1 bilhão e 196 milhões. De acordo com o Anuário de 2010, um aumento de fiéis em 1,3% (entre 2009 e 2010), e uma presença global que se mantém estável em torno de 17,5%.
Em seu editorial Octava Dies, Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, recordou que em sete anos, vimos 23 viagens internacionais a 23 países, e 26 viagens na Itália; assistimos a 4 Sínodos dos Bispos e 3 Jornadas Mundiais da Juventude; lemos três Encíclicas, inúmeros discursos e atos magisteriais; participamos de um Ano Paulino e de um Ano Sacerdotal. O Papa enfrentou ainda, com coragem, humildade e determinação, situações difíceis como a crise consequente aos abusos sexuais cometidos pelo clero.
Publicou também a obra “Jesus de Nazaré” e um livro-entrevista, “Luz do mundo”. Está já definida sua participação no Encontro Mundial das Famílias em Milão (30 de maio a 4 de junho) e a viagem ao Líbano (14 a 16 de setembro); estão marcados o Sínodo da Nova Evangelização (outubro de 2012) e o Ano da Fé (outubro 2012/outubro 2013). 


Fonte: Canção Nova