O
Diretor do Centro Internacional de Sindonología de Turim, Bruno
Barberis, assinala que depois de rigorosas investigações e experimentos a ciência não consegue compreender a natureza do Santo Sudário.
O
Santo Sudário, também conhecido como a Síndone, é o pano de linho que
envolveu o corpo de Jesus Cristo após a sua crucificação. O manto tem o
rosto impresso e o corpo maltratados de um homem que coincide com a
descrição de sua paixão.
Barberis
assinalou em uma entrevista concedida ao Grupo ACI que para ele, a
Síndone “é realmente um desafio para a inteligência humana”.
“É
um dos objetos mais interessantes do mundo, porque obtivemos grandes
avanços, mas frente a um simples manto e à formação de uma imagem, somos
incapazes de compreender”, acrescentou.
Os
cientistas conseguiram viajar a outros planetas e inclusive clonar
seres vivos, mas para eles, o Santo Sudário continua sendo um mistério, e
no momento, somente a Igreja e sua história têm a resposta.

“Está
claro que um corpo normal não pode deixar uma imagem deste tipo em um
pano, e foram feitas muitas hipóteses com o fim de conseguir a formação
de uma imagem do mesmo tipo. Se fizeram muitos experimentos que tentaram
reconstruir esta imagem com as mesmas características de formação, mas
nenhum deles foi capaz de obter uma imagem com as mesmas características
da Síndone”, explica Barberis.
As provas com Carbono 14 (C-14) não são válidas
Durante
sua permanência na França, no ano 1632, o manto foi recuperado de um
incêndio na França. Isto não permite aos cientistas de hoje em dia datar
com segurança sua origem, já que as mudanças químicas que se produzem
em uma reação química como a combustão, falseiam os resultados da prova
de datação com Rádio C-14.
“O
problema da prova de datação do Rádio Carbono é que pode receber
poluição biológica e química, e por exemplo um incêndio, pode aumentar a
idade de um tecido em vários séculos, portanto, esta prova fica
descartada na hora de encontrar sua idade real”.
Estudos
em mantos do primeiro século expostos às mesmas condições físicas e
químicas que sofreu o Sudário, demonstraram que depois da prova de C-14,
variavam sua datação em diversos séculos, além disso, com resultados
muito próximos aos provados no Santo Sudário, cuja datação a situariam
no décimo quarto século depois de Cristo.
Em base a isto, dar uma explicação científica é o “mais difícil para nós”, refere Barberis.
“Não
sei se no futuro se conseguirá dar, mas no momento, as investigações
físicas e químicas não podem imaginar sequer a formação de construir de
maneira real uma imagem com as mesmas características”.
“Não somos capazes de reproduzi-la”, conclui o perito.
Barberis
deu estas declarações no marco do Congresso “Síndone e Fé, um diálogo
possível?”, realizado na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma no
último dia 17 de abril, no que também participaram entre outros o
Arcipreste para a Basílica de São Pedro do Vaticano, Cardeal Angelo
Comastri; e o Presidente para a Comissão Diocesana da Síndone em Turim,
Dom Giuseppe Ghilberti
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