sexta-feira, 31 de maio de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013


HOJE, FESTA DE CORPUS CHRIST


17h: Procissão do Santissimo Sacramento pelas princiapis ruas da cidade

18h: Santa Missa na Igreja Matriz 

FESTA DE CORPUS CHRISTI



Nesta quinta-feira, dia 30 de maio, a Igreja Católica no mundo inteiro celebra uma importante solenidade que reveste o mistério central de sua fé: Corpus Christi. Neste dia, celebra-se o Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. Como tradição popular, muitos fiéis enfeitam as ruas com tapetes feitos à base de pó de serragem, com o objetivo de preparar o local para a procissão que traz o grande motivo da festa, Jesus Eucarístico.

Esta é uma solenidade que há séculos faz parte da vida dos cristãos católicos. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral de Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, explicou que a festa nasceu de uma prática da devoção popular que tem início no final do século IX, mas já no século XI ao XIII está muito difundida em vários lugares da Europa. Depois, em 8 de setembro de 1264, o Papa Urbano IV, com a Bula Transiturus, instituiu esta celebração para toda a Igreja. 

De acordo com padre Hernaldo, essa prática surgiu por causa da defesa da compreensão da teologia da presença real. “Contra as heresias do início do segundo milênio, essa festa vem reforçar a posição e a orientação da Igreja sobre a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento”.

O padre comentou ainda que a Reforma Litúrgica procurou ampliar o Missal de 1970 até o atual, utilizando a denominação de Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. “Ou seja, é uma solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, não só do Corpo, pra não dar esse sentido de redução da compreensão do próprio mistério do Corpo e Sangue de Cristo”, explicou.

Importância

Para enfatizar a importância de se reconhecer em Corpus Christi uma solenidade não só do Corpo, mas também do Sangue de Cristo, padre Hernaldo recorreu à uma menção que o Papa João Paulo II, hoje beato, fez sobre o Sacramento na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, de 2004. Nessa carta, o beato disse que nenhuma dimensão desse Sacramento da Eucaristia pode ser deixada de lado, esquecida.

“Neste sentido, os textos bíblicos propostos, portanto, para esta festa nos trazem todas as riquezas deste Sacramento, como alimento, como banquete, aliança, sacramento da unidade da Igreja, do memorial da morte e da ressurreição de Cristo, não fica apenas no sentido da morte, mas revela o mistério como tal”, enfatizou o padre. 

O assessor da Pastoral Litúrgica da CNBB lembrou que o sentido maior dessa solenidade está na celebração da Quinta-feira Santa. Dessa forma, Corpus Christi é como uma repetição, uma duplicação do dia da instituição da Eucaristia, porém com um aspecto mais devocional, o que também é bem vindo para a Igreja. “A Igreja não condena, porém ela quer nos ajudar a não ficar no puro devocional, se não a gente se perde”.

A tradição dos tapetes, por exemplo, que todos os anos tomam as ruas de diversas cidades do país para preparar a procissão que traz Jesus Eucarístico, segundo padre Hernaldo, é costume popular de reverenciar, de dar importância e exaltar a própria Eucaristia. O Padre explicou que, no entanto, a Igreja não pode parar nesse puro reverenciar.

“A gente lembra os Santos Padres que nos convidavam a olhar o Sacramento para além dele, ou seja, a gente tem que celebrar, ver o Sacramento para além daquilo que ele está mostrando enquanto realidade física, ele está revelando também todo um mistério  que esse Sacramento quer nos ajudar a viver”, ressaltou. 

Como tradição popular, muitos fiéis enfeitam as ruas com tapetes feitos à base de pó de serragem, Café e Sal com o objetivo de preparar o local para a procissão que traz o grande motivo da festa, Jesus Eucarístico. 



 

sábado, 25 de maio de 2013


II Trimestral de Pastoral discute Vocação

 Clero e agentes de pastorais
Padre Beto 
 
 

O serviço de animação vocacional da Diocese de Mossoró está assessorando a 2ª Trimestral de Pastoral, que termina amanhã, no Centro de Treinamento. O padre Beto, Rogacionista da Paróquia Nossa Senhora da Conceição da Diocese de Campina Grande, está assessorando o evento.

quarta-feira, 22 de maio de 2013


 Como deixei de ser protestante e me tornei católico.Um testemunho.

Eu era presbiteriano, até me converter ao Catolicismo em 2004. Claro que esta é uma longa história… Não sei se conseguiria contar tudo aqui. Na verdade meu interesse pelo Catolicismo começou quase na mesma época em que comecei a considerar a hipótese de entrar para o seminário (presbiteriano).
Sempre gostei muito de teologia, de estudar as Sagradas Escrituras, a História da Igreja e via nisso um sinal, uma espécie de chamado/vocação. Amava com sinceridade minha denominação e lá eu tive contato com muita literatura teológica e a cada dia eu tomava mais gosto pelo estudo, pelo conhecimento e é claro, pela oração.
O Presbiterianismo é basicamente nas doutrinas formuladas por João Calvino, que junto com Martinho Lutero é um dos maiores expoentes da chamada Reforma Protestante. Calvino era virulentamente anti-católico e seus escritos são quase todos voltados ao ataque à Igreja Católica. Eu gostava muito desses escritos, principalmente pelo fato de que, a príncipio, eram todos fielmente baseados na Bíblia, o que mais tarde descobri não ser verdade. Apesar de gostar muito destas leituras, o ataque quase obsessivo ao Catolicismo me incomodava embora nesta época eu ainda nem sonhasse em um dia me tornar católico. Incomodava-me mais, pela obsessão, pela tentativa contumaz de (tentar) destruir as bases sob as quais se assentam a Igreja Católica.
Lembro que mais ou menos nesta época (2002/2003) recebi, vindos da Espanha, dezenas de livros para a formação de pastores, todos obviamente escritos em espanhol, o que de certa forma foi ótimo, pois neste período pude aperfeiçoar meus estudos desta língua o que me é extremamente útil hoje em dia.
Fiquei encantado, comecei a ler muito e a cada dia crescia em mim a vontade de servir mais e melhor a Deus. Sempre que podia eu dirigia os cultos, pregava, ensinava e tudo isso convencido de que fazia a vontade de Deus. Confesso que eu diferia um pouco dos demais membros do chamado “Conselho de presbíteros”, primeiro porque eu era um simples leigo, nem diácono, nem “presbítero’, era apenas um aspirante ao seminário que estudava muito e que na verdade, modéstia a parte, se interessava mais do que o próprio pastor pelo bem-estar da igreja. Nem preciso dizer que isso começou a gerar um certo desconforto, ciúmes talvez ou talvez inveja, na verdade não sei, nem posso afirmar, já que intenção só quem pode julgar é Deus Nosso Senhor. De qualquer forma dei uma recuada e tentei passar mais desapercebido, mas não consegui. Fomos convidados ( eu e minha família) a ocuparmos o apartamento pertencente à igreja e como na época eu tinha que arcar comas despesas de um aluguel nada barato eu acabei concordando e nos mudamos em seguida. Creio que este episódio foi o começo da grande reviravolta que minha vida sofreria, em todos os aspectos.
No começo tudo correu bem e eu tinha pedido muito a Deus que isso acontecesse, era m novo começo e uma ótima oportunidade de conseguir o que eu mais queria:ingressar no seminário.
Mas as coisas não correram bem como eu esperava, eu faço os planos, mas a palavra final pertence à Deus certo?
Posso afirmar que meus primeiros contatos, ainda muito tímidos, com o Catolicismo começaram depois da Semana Santa do ano de 2003, aliás, o ano de 2003 foi um tanto conturbado para mim em todos os sentidos.
Aos poucos fui percebendo o que não posso deixar de qualificar como certa “má-vontade” por parte do Conselho em relação à minha entrada para o seminário, a alegação era que a igreja não podia arcar com as despesas ( de fato muito altas), mas a verdade era outra e eu a descobriria posteriormente.
Provavelmente não deve haver alguém mais aficcionado em livros e em feiras de livros e “sebos’ do que eu. Na verdade, uma das minhas diversões prediletas é fazer aquilo que eu apelidei de “garimpo literário”, ou seja, procurar exaustivamente, em meio à dezenas, centenas de livros, algo que me interesse. no ano de 2003 minha ‘garimpagem” foi particularmente imensa, já que eu estava de certa forma “de pés e mãos amarrados” aguardando a resposta do “Conselho” quanto à minha ida ou não ao seminário. Aos poucos, fui perdendo a paciência e comecei a ponderar sobre a possibilidade de estudar em outro seminário, não necessariamente ligado à Igreja Presbiteriana, embora eu soubesse que não conseguiria ir muito longe, já que a mesma só aceita (ou pelo menos só aceitava) pastores formados em seu seminário. De qualquer forma, minhas leituras estavam me dando uma visão mais aberta, mais livre do pensamento fechado de Calvino e isso se revelou à mim como uma verdadeira primavera
UMCALVINISTA ECUMÊNICO?
Posso dizer, sem medo de errar, que eu era um verdadeiro presbiteriano e que admirava e aderia com toda a sinceridade às suas doutrinas, tanto que acabava me aborrecendo constantemente na igreja que eu freqüentava, já que a mesma caminhava a passos largos para o que eu posso definir como um “processo de pentecostalização”. eu já freqüentei – por pouco tempo – a Assembléia de Deus e a Igreja Pentecostal de Nova Vida, nas duas passei pouco tempo, não me acostumava com tantos “dons” e para ser sincero não acreditava que todas aquelas manifestações pudessem suportar uma crítica mais profunda, baseada nas Escrituras. Na verdade minha ida para uma “igreja histórica” se deu justamente por estas razões. Eu procurava algo mais fiel às Escrituras e não um festival de pirotecnia pseudo-espiritual. Não era a toa que eu estava me aborrecendo com os rumos que minha igreja ia tomando. Conversava com o pastor, mas este pouco me ouvia, não me censurava, mas também não coibia os abusos que iam cada vez mais se multiplicando.
Aos poucos fui amadurecendo a idéia de entrar em outro seminário. A inércia do “Conselho” e a minha sede de conhecimento de Deus me fizeram tomar uma decisão e acabei me matriculando no seminário Peniel que na época (não sei agora) era um seminário interdenominacional, ou seja, poderia ser cursado por “crentes’ de qualquer denominação. Me empolguei mas fiquei um dia só. Meu pastor interveio, primeiro mandou que eu desistisse ( deste e do nosso seminário!) e me sugeriu que fizesse História já que eu havia manifesto à ele este antigo desejo que eu nutria desde minha infância. nossa! que decepção! foi terrível para mim, foi uma espécie de resposta não oficial do conselho e caiu como um balde de água fria sobre a minha cabeça. chorei muito, muitos dias.
Chegou enfim o dia da reunião do Conselho. Aqueles senhores sentados diante de mim e eu meio chateado, meio esperançoso aguardando uma resposta que fosse ela qual fosse, seria para mim um grande alívio. Pois bem, chegou à hora, dentre os presentes: cinco ou seis quase todos se posicionaram contrários à minha reivindicação, sendo que um deles alegou que eu era “muito católico”. Ah! E sabe por que ele disse isso? Bem, é justamente ai que entra a Semana Santa de 2003. na sexta-feira santa deste ano, eu propus ao nosso pastor que realizássemos um culto com “santa ceia” e que fizéssemos uma ‘liturgia’ mais sóbria,sem músicas agitadas e só com o coral e pedi à ele que me deixasse dirigir o culto. ele á princípio titubeou um pouco mas acabei convencendo-o. fiz isso por dois motivos, em primeiro lugar para levar o povo à uma meditação mais profunda na dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e em segundo lugar porque lendo um livro antiqüíssimo chamado “Peregrinação de Etéria”, descobri que a comemoração da chamada Sexta-Feira da Paixão é uma prática que remonta aos primitivos cristãos: séculos III e IV!!! Então, percebi que não era uma ‘invenção” da Igreja Católica mas uma prática bi-milenar! Quem quiser conhecer este livro, aqui está: http://www.veritatis.com.br/article/3805.Pois bem, o culto foi realizado. fiquei muito feliz! as pessoas pareciam mais piedosas e o pastor pregou enfim sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor e a santa ceia foi celebrada de forma muito bela. infelizmente poucos gostaram e isso atentou contra mim, até o fim. Depois deste culto senti que não era o mesmo. Claro que ainda lia os “mestres da Reforma’, mas minha mente e meu coração já haviam mudado significativamente.
Até então eu não me referi em momento algum a questões pessoais e nem vou fazê-lo, mesmo porque minha saída da Igreja Presbiteriana não se deu por questões deste porte e muito menos minha conversão ao Catolicismo. Digo isto porque alguns pensam e muitos pensaram à época, que tudo se deu por conta de desavenças pessoais, o que , diante de Deus eu nego, pois simplesmente não foi. Além do que eu poderia ter ido para outra denominação e, bem, vamos continuar: voltando à reunião do Conselho, acabaram, sabe-se lá porque concordando com que eu fizesse a prova e me deram o dinheiro da matrícula no “vestibular”. Sinceramente eu não esperava isso, o clima frio e nada cordial que me cercava na igreja não prenunciava uma decisão como essa, no entanto dei graças a Deus e decidi esperar.
Trabalho aqui no centro do Rio de Janeiro. Um lugar tumultuado e cheio de gente, mas se também muito belo e muito rico em obras de arte,monumentos, museus. Nem preciso dizer o quanto aprecio essas coisas. As igrejas então… Sempre as achei belíssimas ( e de fato são, belíssimas, lindas! mas evitava entrar nelas mas não posso negar que me atraíam.
Ainda nesta época a questão das imagens me incomodava muito, bastante, embora eu já houvesse lido muitos argumentos à favor como por exemplo este, do papa Gregório Magno: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).
Ora, eu havia aprendido no meio evangélico (não só na presbiteriana, mas em todas as igrejas) que o Catolicismo promovia a idolatria e que adoravam imagens e principalmente a Virgem Maria. Resolvi então descobrir por mim mesmo, se assim fosse, isso seria abominável e mesmo satânico. Pois bem, este texto que transcrevi acima é apenas uma pequena amostra dos muitos outros que pouco a pouco foram me fazendo mudar de idéia. Resolvi ler o CIC (Catecismo da Igreja Católica), ensino oficial da mesma sobre o assunto.
Claro que hoje compreendo bem o porquê e o para que das imagens, mas não pense que foi fácil, na verdade, foi uma luta terrível, eu queria – e quero – fazer a vontade de Deus e por isso buscava-O intensamente, precisava saber o que fazer! em relação á este assunto, uma das descobertas mais formidáveis que fiz foi a de que os cristãos, ainda no tempo das grandes perseguições, já utilizavam imagens! Nossa! Isso caiu como uma bomba sobre minha cabeça já um tanto atordoadaFoi uma descoberta que me desconcertou e então resolvi deixar de lutar contra a minha consciência. Claro que não sai correndo e enchi minha casa de imagens de tudo o que é santo, não era essa a questão e isso nem era importante, ter ou não as imagens, mesmo para a Igreja Católica é algo secundário e não fundamental. O que se precisa deixar claro, isso sim, é a finalidade que damos à elas, como a utilizamos. Ah! Aqui está o link com as imagens da Igreja primitiva: http://praelio.blogspot.com/2009/02/igreja-primitiva-x-protestantismo.html
Pois bem, a questão das imagens estava superada. Depois descobri que nem mesmo Lutero dava muita importância para elas, além do que, inúmeras igrejas protestantes possuem imagens em seus templos. Fiquei feliz ao perceber que havia superado esta questão, mas ao mesmo tempo me via cada vez mais desafiado pela Igreja, tantas descobertas feitas e eu ainda sem saber ao certo o que fazer ou como agir, afinal eu tinha uma convicção plena de que queria ser pastor, eu não me imaginava fazendo outra coisa, não me via em outro ofício senão o de cuidar das pessoas e ensinar à elas o caminho para Deus.
MINHA ESPOSA E A MISSA.
Ainda não havia falado sobre minha esposa! Bem, ela me acompanhou em todos os momentos, desde minha crise inicial até a nossa recepção “oficial” na Igreja Católica. Também ela via em mim um potencial, sabia de minha “vocação”, de meu “chamado” e me dava muita força, embora andasse um tanto quanto descontente com a forma como era conduzida a nossa igreja. Eu sempre conversei franca e abertamente com ela e nunca, em momento algum lhe escondi minhas hesitações, ela, no entanto ponderava e pedia que eu refletisse, tivesse muita calma e, sobretudo orasse com sinceridade por uma resposta. Até então a sua opinião acerca da Igreja Católica não diferia em nada da maioria dos evangélicos: idolatria e heresias, adoração à Maria etc.
Lembro bem de quando tive a primeira noção do que era a Santa Missa, a Divina Eucaristia. Até então, tudo o que eu sabia sobre isso era fruto de minhas leituras de Lutero, Calvino e demais autores protestantes: John Stott, Martin Lloyd-Jones e outros não tão conhecidos. Claro que, devido a esta formação eu pensava ser a Santa missa uma blasfêmia, uma sacrílega “repetição” do Sacrifício Único do Calvário, obviamente era uma noção errada ao extremo, mas infelizmente eu não tinha quem me esclarecesse, até então…
Aqui no Centro do Rio de Janeiro, existe uma igreja belíssima dedicada à São Basílio Magno que é um dos chamados “Santos Padres”, primeiros teólogos da Igreja – aqui você pode conhecer um pouco mais sobre eles: http://cocp.veritatis.com.br/
Bem, não sei se você sabe, mas a Igreja Católica possui diversos ritos diferentes e esta pequena igreja adota o rito melquita, que é um rito oriental por isso sua arquitetura é toda ela “orientalizada”, cheia de ícones, turíbulos e um altar belíssimo. Pois bem, certa vez, indo para o meu trabalho resolvi passar por esta igreja para ver se ela estava aberta, já que sempre que eu passava estava fechada, por ser ainda muito cedo. Neste dia, porém – providencialmente – ela estava aberta e dentro havia um padre de batina preta, barba longa, que me olhou curioso ao ver que eu havia entrado na Igreja àquela hora como se procurasse por algo (e bem que eu procurava!). Ele veio então falar comigo, perguntou se eu era católico e eu disse que não, que era presbiteriano e expliquei à ele onde ficava a nossa “catedral”, aliás ali bem perto. Ele me disse já ter entrado lá para apreciar a arquitetura (a catedral presbiteriana é em estilo gótico). Eu confesso que fiquei sem graça, meio sem jeito para conversar com ele até que ele me perguntou se eu não gostaria de ir um dia à Missa ali na sua igreja. Eu fiquei sem reação e disse que sim, que iria sim e ele me disse assim: Venha sim, mas infelizmente você não poderá participar da comunhão. Eu não tinha idéia do quanto aquilo significava mas consenti e fui embora, não sem antes ser abraçado fortemente por este sacerdote e ( devido aos seus costumes orientais – ele não era brasileiro) ter ganho dois beijos no rosto! Achei engraçado e acolhedor, além do que suas palavras mexeram comigo. Pronto: aguçada minha curiosidade e tocado pela Graça de Nosso Senhor fui atrás de uma melhor explicação:
AFINAL, O QUE É A MISSA, O QUE É EUCARISTIA?
Pode-se dizer que a “santa ceia” celebrada pela grande maioria dos evangélicos e protestantes é na verdade fruto do entendimento daquilo que Lutero ( e ainda mais Calvino) entendiam ter sido a última Ceia de N.S.J.C. com seus apóstolos. Lutero passou boa parte de sua vida tentando “destruir” a Missa e Calvino dizia ser esta um sacrilégio, uma blasfêmia. Veja esta frase de Lutero: “Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que, entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista.” (Werke, t. XV, 773-774)” Pois é, este era o nível de argumentação de Lutero que nunca fez questão de esconder o seu ódio. Entretanto Lutero manteve a “sua missa” que depois ficou comumente conhecida como “santa ceia”. entretanto já não havia a crença no Sacrifício Propiciatório, não havia mais a Presença Real e Substancial de Cristo nas espécies consagradas sob a aparência do pão e do vinho mas sim uma espécie de “empanação”: sim, Cristo estaria presente, mas somente de forma espiritual, junto com o pão e o vinho e assim sendo não se poderia mais adorar a Hóstia Santa. Lutero também suprimiu todas as orações do ofertório ( tudo aquilo que demonstrava claramente ser a Santa Missa um verdadeiro sacrifício) apesar de ter conservado o termo “sacrifício de louvor” , que contudo, não abrange toda a extensão e essência da Santa Missa.
Tudo isso que escrevi acerca da Missa e da Eucaristia era uma novidade para mim. Sempre procurei participar da “santa ceia” da maneira mais digna possível e de preferência tendo “confessado” os meus pecados à Deus. ( sim! vou falar também sobre a Confissão).
Nesta altura dos acontecimentos eu já não me contentava em ler só livros evangélico-protestantes, afinal eu estava prestes a dar um passo importante na minha vida e que seria de certa forma definitivo. Eu não queria aventuras e muito menos justificar tudo como sendo pura e simplesmente “vontade de Deus” apenas para esconder ou disfarçar meu “conformismo”. Claro que eu confio na Providência, claro que sei que é Deus Nosso Senhor que guia as nossas vidas e nos aponta o Caminho certo, afinal de Si mesmo disse Nosso Senhor Jesus: “Ego Sum, Via, Veritas et Vita” , Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida Jo 14,6. Ora, Ele sendo o próprio Caminho, não haveria de me deixar sem respostas, muito menos desorientado.
Uma coisa importante, aprendi nesta época: a recorrer sempre aos antigos escritores eclesiásticos, àqueles “Pais da Igreja” do qual eu lhe falei em um dos meus últimos e-mails. Ora, tendo muitos deles convivido com os próprios apóstolos, seriam sem dúvida uma fonte fidedigna de informação, mas sinceramente, dentro do meu íntimo eu tinha receio do que encontraria nestes escritos, era como se eu estivesse passando por uma lenta metamorfose. Resolvi então procurar em sebos e mesmo na internet alguma coisa sobre a Missa. Afinal, era uma “invenção” romanista ou uma Verdade maravilhosa que remonta aos primeiros cristãos?
Bem, a resposta que tive não poderia mesmo ser outra: TODA a estrutura da Santa Missa já é encontrada em documentos do I século! Veja por exemplo este breve texto, escrito por São Justino, que depois foi morto por causa de sua fé em Cristo Nosso Senhor:
“No chamado dia do Sol,( domingo ) reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Leem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.
Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos. Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. “Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados” (Justino – I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 – 431).
Depois de descobertas como esta, resolvi “abrir o jogo” com minha esposa sobre a questão da Eucaristia e tive então uma das maiores surpresas de minha vida. Já era tarde da noite e conversávamos sobre amenidades até que tomei coragem e resolvi falar-lhe sobre o assunto. Não precisei de muito tempo até que ela tomasse a palavra e me confidenciasse que nunca conseguiu se satisfazer plenamente com aquilo que sempre lhe ensinaram ser a “santa ceia’, ela sempre esperou mais, sempre acreditou em algo mais do que aquilo e isso sem que ela NUNCA houvesse estudado uma única linha do Catecismo Católico e desconhecesse completamente a doutrina Católica da Missa. Obviamente eu perguntei se ela havia lido algo em algum livro meu, mas ela negou, disse apenas que não concordava com “tão pouco”. Eu entendi bem aonde ela queria chegar e então conversamos durante longas horas sobre a Igreja, os sacramentos, sobre Maria Ssmª , o Papa e etc. Claro que não dormimos protestantes e acordamos católicos, mas resolvemos ir à Santa Missa no domingo, mesmo tendo que participar do culto pela manhã.
Esqueci de dizer que pedi dispensa das aulas da EBD, não me sentia mais a vontade ensinando aquilo que eu já não cria mais. No princípio, eu aproveitava as aulas para tentar me convencer que estava errado, que a “Reforma” foi “gloriosa” e que o verdadeiro Cristianismo estava na “igreja evangélica” mas minha resistência foi um verdadeiro fiasco, então para ser coerente e honesto comigo mesmo desisti das aulas.
Passamos então a ir às Missas de 18:00 h numa pequena capela que ficava perto de nossa igreja, Como trabalhávamos ainda na igreja não podíamos ir juntos então minha esposa ia uma semana com minha filha ( então com 04 anos) e eu ia na outra. Foi um período de grandes descobertas e profundas modificações. Confesso que não compreendíamos muita coisa, mas sabíamos que estávamos em casa e pouco a pouco todas as dúvidas foram se dissipando.
Chegou o dia da prova do seminário e eu simplesmente não fui. Achei justo devolver o dinheiro mas não quiseram aceitar, o que para mim foi uma humilhação mas dei graças a Deus, afinal eu já não me importava muito com isso. Nesta época minha esposa descobriu uma gravíssima lesão na coluna cervical e por conta disso ficou em licença médica durante mais ou menos dois meses, justamente quando nossa igreja sediou um congresso de pastores. Até hoje agradeço a Deus pelo seu modo de agir tão paternal, nos livrando de mais constrangimentos.
Neste período em que minha esposa ficou doente, resolvemos pedir demissão, mas eles se anteciparam, já não havia clima para nossa permanência e aqui – infelizmente – preciso falar de algo pessoal, o pastor simplesmente sumiu, se negou a conversar, não quis ouvir nossas razões e simplesmente, até o dia em que fomos embora ele nunca mias se dirigiu a mim. Fiquei muito triste é verdade, mas de certa forma já esperava por isso.
Alugamos uma casa e fomos embora sem maiores satisfações. Sentimos um grande alívio e graças a misericórdia infinda de Nosso Deus estamos até hoje E PELA MISERICÓRDIA DE DEUS NOSSO SENHOR,ESPERAMOS ESTAR ATÉ O DIA DE NOSSA MORTE, na Única Igreja fundada por Cristo onde eu fui batizado aos 29 anos, onde recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, onde batizamos nossa filha e nos unimos verdadeiramente pelo Sacramento do Matrimônio.
Marcos J. Siqueira

 960 emissoras de rádio brasileiras transmitirão a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro de 16 a 28 de julho.

Centralizadas na Rádio Catedral Fm do Rio de Janeiro que será a geradora de conteúdos e  programação da JMJ, a Rede Católica de Rádio, RCR,  formarão  um sistema de comunicação de transmissão, ao vivo, da programação exclusiva da Jornada Mundial da Juventude para o Brasil durante os dias 16 a 20, Semana Missionária; de 23 a 28 de julho a Jornada Mundial da Juventude.
Serão cerca de 40 jornalistas de emissoras das bases geradoras Rede Sul de Rádios, Rádio Canção Nova, Rádio Difusora de Goiânia, Rádio Milícia da Imaculada, Rádio Aparecida, Rádio Evangelizar é Preciso  e emissoras da RCR, que prestarão serviço ao ouvinte, atualizando e informando passo a passo da JMJRio2013.
Desde a chegada oficial dos peregrinos; Missa de Abertura, em Copacabana; Festival da Juventude em vários pontos da cidade; Catequeses com Bispos presentes em vários idiomas; Acolhida do Papa Francisco em Copacabana; Via Sacra também em Copacabana; Peregrinação dos jovens para Campus Fidei; Atividades Culturais; Vigília dos jovens com o Papa, em Campus Fidei; Missa de Envio presidida pelo Papa Francisco e o Anúncio da sede da próxima Jornada Mundial, a equipe de jornalistas da RCR e Rádio Catedral estarão de plantão 24 horas, dando cobertura completa dos principais acontecimentos da JMJ.
Para o diretor Geral Fundação Rádio Catedral, Padre Marcos Willian Bernardo, “o objetivo da transmissão é de manter o ouvinte atualizado e integrado no evento de tudo aquilo que o Santo Padre vai fazer. Além de a informação ser dada ao ouvinte, nós queremos externar esta unidade entre os meios de comunicação da Igreja católica. Nós formamos um grande sistema de comunicação, por isso, optamos por esta parceira com a RCR e as demais emissoras afiliadas, juntamente com a Rádio Catedral. Nós não queremos ficar sozinhos diante deste evento, queremos despertar aos demais meios de comunicação e de outros locais, para que se mantenha este espirito de unidade a respeito de comunicação da Igreja”. Continua Pe. Marcos, “a JMJ, para nós, já começou com o Bote Fé, esta sendo um sucesso maravilhoso e parabéns a CNBB e aos bispos que souberam fazer o acolhimento dos símbolos da Jornada Mundial”.
O presidente da RCR, Frei João Carlos Romanini; Padre Marcos Willian Bernardo, diretor Geral Fundação Rádio Catedral; Padre Brito Terceiro, diretor Adjunto e Diretor de Programação; Fátima Lima, coordenadora do Pool, reuniram-se, no Rio de Janeiro, na quarta-feira, 16, para acertar os detalhes do sistema de comunicação, com as cerca de 960 emissoras coligadas e a programação da transmissão durante a JMJ.
A Rádio Catedral, será a rádio geradora da JMJ e a RCR,  em parcerias com as redes de rádio regional  estarão coligadas com cerca de 960 emissoras de todo o Brasil, na transmissão 24 horas da programação da Semana Missionária, de 16 a 20 de julho e a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho. A Rádio Catedral FM (106,7), a partir do dia 16 de julho, terá uma nova programação exclusiva em função da Jornada Mundial da Juventude.
A coordenadora do pool das emissoras de Rádio Fátima Lima diz que, “o objetivo da transmissão é integrar, de estarmos todos juntos transmitindo este evento que vai acontecer no Rio de Janeiro. `Um só coração e uma só alma`, é uma passagem bíblica que esta em meu coração e é o que representa muito bem o que nós vamos fazer nesta transmissão, todos com o mesmo objetivo, de transmitir para o nosso Brasil o que vai estar acontecendo no Rio de Janeiro. Vamos estar juntos nesta transmissão RCR , com o apoio de Signis Brasil e Rádio Catedral neste grande evento da Jornada Mundial da Juventude”, explica Fátima.
A Rede Católica de Rádio com o apoio de Signis Brasil, marcará presença com estande na Expo Católica Rio – Bote Fé Brasil, de 19 a 26 de julho, no Centro de Exposições Rio centro.
Para o presidente da Rede Católica de Rádio, Frei João Carlos Romanini, “é um momento Impar para a igreja e a comunicação  do Brasil,  estamos trabalhando e mostrando que é possível construir  comunhão entre os muitos meios, fazer convergência de conteúdos. Neste trabalho da RCR  durante a JMJ, queremos mostrar que somos e estamos sim em unidade com as diversidades de  expressão e manifestações de nossa da igreja e das distâncias geográficas. E mostrar que é possível construirmos conteúdos e transmitir conteúdos por uma causa comum”. Continua Romanini, “também vamos contar  com um  infraestrutura de  mobilidade,  pois as rádios já estão na internet, e em aplicativos, portanto, seremos uma rede  de rádio Multi plataforma, sabendo que teremos conteúdos sob demanda no  site (www.rcr.org.br)”.
As emissoras interessadas em fazer parte da transmissão podem entrar em contato com o escritório da Rede Católica de Rádio, rcr@rcr.org.br.
Fonte: RCR/Signis Brasil

Presidente da Rio Eventos: JMJ é “o evento da imprevisibilidade” e representa desafio maior que a Copa e Olimpíada!

Revista Veja
Com um calendário recheado de eventos de grandes proporções e visibilidade, como a Copa do Mundo, a Olimpíada e o Rock in Rio, o Rio de Janeiro tem, em julho, o seu principal desafio, em matéria de organização: a Jornada Mundial da Juventude, o maior encontro católico do mundo, que trará o papa Francisco ao Brasil entre os dias 23 e 28.
Os organizadores trabalham com alguns complicadores, como a dificuldade de estimar o número de participantes. O tipo de hospedagem, de forma geral vagas em casas de voluntários ou em espaços emprestados pelo poder público, e a inscrição, normalmente feita de última hora, são dois fatores que tornam a JMJ um evento “imprevisível”, nas palavras do presidente da Rio Eventos, Leonardo Maciel, responsável por cuidar do planejamento do município para a série de competições e grandes concentrações de pessoas que estão por vir.
Maciel falou sobre a JMJ em entrevista ao site de VEJA:
A Jornada Mundial da Juventude é o evento mais complexo que o Rio vai sediar?
Sim. Costumo dizer que é o evento da imprevisibilidade. É preciso considerar dois fatores: a Jornada atrai a curiosidade das pessoas e, ao mesmo tempo, nem sempre o participante está inscrito pela Igreja para acompanhar os atos com o papa. Ou seja, é difícil mensurar a vinda dos católicos para o Rio. No caso da jornada deste ano, há também os temperos que foram sendo agregados no meio do caminho. Na segunda de carnaval, o papa Bento XVI renunciou. Era um pontífice com limitação de agenda por causa da saúde, o que tornava o evento menos complicado de ser controlado pelos agentes públicos. O sucessor escolhido foi um papa latino-americano, carismático, sem limitações de saúde e disposto a ter mais eventos públicos.
O que muda na organização da prefeitura para receber o novo papa?
É um impacto muito maior para a operação da cidade. Com o papa Francisco, trabalhamos com a possiblidade de quebra de protocolo, o que nos obriga a estar muito mais atentos às operações realizadas nos lugares onde ele estará. Em tese, na terça e na quarta-feira, o papa terá agendas internas e uma ida a Aparecida. Mas, se a Igreja mudar os planos, teremos que sentar todos na mesa novamente, com todas as forças de segurança, e reavaliar a operação da cidade.
O baixo uso da rede hoteleira na JMJ é um complicador para organizar a cidade?
É um complicador até mesmo para identificar os sintomas de ocupação da rede hoteleira. Quando começa a ter muita reserva, nós da prefeitura passamos a ter uma expectativa do número de turistas que virá, o que é muito útil no momento de montar a operação da cidade para o evento. Na JMJ, isso não existe. A maior parte fica em hospedagem domiciliar (casas de voluntários) ou em locais disponibilizados pela prefeitura e pelo governo, como escolas e ginásios. O nosso descontrole é na medida do desconhecimento da informação. Se há alguém vindo para ficar na casa de parente para ver o papa, nós não temos como saber.
O Rio está preparado para ter aproximadamente 1,5 milhão de pessoas dependentes do transporte público?
É sempre uma preocupação. O transporte é o nosso grande desafio. Na verdade, em um evento em qualquer cidade, o é sempre o transporte público. O Rio de Janeiro tem um complicador nessa questão e nós temos feito inovações no transporte de alta capacidade para corrigir os erros que existem na cidade. Para a Jornada, trabalharemos em regime especial: identificaremos a necessidade de cada evento com o papa para adaptar as linhas de ônibus, metrô e trem na tentativa de não haver impacto negativo para os turistas na cidade.
No dia 21 de abril de 2010, um evento evangélico com um milhão de pessoas, na Enseada de Botafogo, parou o trânsito na Zona Sul e nos acessos à Zona Norte. Qual foi o aprendizado para a prefeitura?
Isso fica de lição para sabermos que algumas informações são imprevisíveis. Agora, por exemplo, superestimamos o número de ônibus fretados que chegarão à cidade. Trabalhamos com a chance de chegarem 20 mil desses coletivos. Planejamos para o máximo possível de ônibus, e assim evitamos problemas.

terça-feira, 21 de maio de 2013


Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal

cnbb
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota sobre a redução da maioridade penal, na quinta-feira, 16 de maio, durante coletiva de imprensa, que apresentou o balanço da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (CONESP). A CNBB “reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência”. Assim, a “Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)
Nota da CNBB sobre a redução da maioridade penal
O debate sobre a redução da maioridade penal, colocado em evidência mais uma vez pela comoção provocada por crimes bárbaros cometidos por adolescentes, conclama-nos a uma profunda reflexão sobre nossa responsabilidade no combate à violência, na promoção da cultura da vida e da paz e no cuidado e proteção das novas gerações de nosso país.
A delinquência juvenil é, antes de tudo, um aviso de que o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal. Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade.
A campanha sistemática de vários meios de comunicação a favor da redução da maioridade penal violenta a imagem dos adolescentes esquecendo-se de que eles são também vítimas da realidade injusta em que vivem. Eles não são os principais responsáveis pelo aumento da violência que nos assusta a todos, especialmente pelos crimes de homicídio. De acordo com a ONG Conectas Direitos Humanos, a maioria dos adolescentes internados na Fundação Casa, em São Paulo, foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%). Já o crime de latrocínio atinge 0,9% e o de homicídio, 0,6%. É, portanto, imoral querer induzir a sociedade a olhar para o adolescente como se fosse o principal responsável pela onda de violência no país.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao contrário do que se propaga injustamente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei e não compactua com a impunidade. Ele reconhece a responsabilização do adolescente autor de ato infracional, mas acredita na sua recuperação, por isso propõe a aplicação das medidas socioeducativas que valorizam a pessoa e lhe favoreçam condições de autossuperação para retornar a sua vida normal na sociedade. À sociedade cabe exigir do Estado não só a efetiva implementação das medidas socioeducativas, mas também o investimento para uma educação de qualidade, além de políticas públicas que eliminem as desigualdades sociais. Junta-se a isto a necessidade de se combater corajosamente a praga das drogas e da complexa estrutura que a sustenta, causadora de inúmeras situações que levam os adolescentes à violência.
Adotada em 42 países de 54 pesquisados pela UNICEF, a maioridade penal aos 18 anos “decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos” (UNICEF). Reduzi-la seria “ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art. 228 –, além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente” (cf. Declaração da CNBB contra a redução da maioridade penal – 24.04.2009).
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília, nos dias 14 a 16 de maio, reafirma que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência. Ela é a negação da Doutrina da Proteção Integral que fundamenta o tratamento jurídico dispensado às crianças e adolescentes pelo Direito Brasileiro. A Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano.
Não nos cansemos de combater a violência que é contrária ao Reino de Deus; ela “nunca está a serviço da humanidade, mas a desumaniza”, como nos recordava o papa Bento XVI (Angelus, 11 de março de 2012). Deus nos conceda a todos um coração materno que pulse com misericórdia e responsabilidade pela pessoa violentada em sua adolescência. Nossa Senhora Aparecida proteja nossos adolescentes e nos auxilie na defesa da família.
Brasília, 16 de maio de 2013


Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Cristo e Bondinho ampliam horário para JMJ- Rio 2013



Dois dos principais cartões postais do Brasil, o Bondinho do Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, irão operar simultaneamente em regime especial durante a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. O fato, inédito na história de ambos, tem como objetivo facilitar o acesso de todos que quiserem visitar os pontos durante o evento. Em uma operação especial, as vendas dos bilhetes de ambos serão realizadas exclusivamente pela Internet a partir do dia 15 de maio e terão faixas de horários pré-determinados para o período de 17 de julho a 1º de agosto de 2013.  
“Nosso objetivo em coordenar essas ações com estes operadores é permitir que o maior número possível de peregrinos visite os principais pontos turísticos da cidade do Rio. Esse modelo inédito de operação turística servirá como uma importante referência para os próximos grandes eventos que a cidade irá receber”, afirma Gustavo Ribeiro, gerente dos Atos Culturais da JMJRio2013.
O Cristo Redentor funcionará até 24h entre os dias 17 de julho a 1º de agosto. Para que os peregrinos possam escolher a melhor maneira de chegar ao local os ingressos poderão ser adquiridos através de dois sites de vendas: o Trem do Corcovado pode ser adquirido pelo www.ingressocomdesconto.com/rio2013 e quem quiser optar pelas Paineiras-Corcovado pode comprar no www.ingressorapido.com.br
 "Será permitida a visitação noturna ao Cristo pela primeira vez, e para tal estamos implementando uma nova iluminação artística no acesso das Paineiras e também no alto do Corcovado. Entendemos a importância do Cristo como símbolo desta Jornada da Juventude, não estamos medindo esforços para permitir que todos os peregrinos possam visitar o monumento", destaca Luiz Fernando Barreto, executivo responsável pela Paineiras-Corcovado.
O Bondinho Pão de Açúcar funcionará, excepcionalmente, em horário estendido de acordo com a demanda diária. As vendas serão feitas através do site www.ingressorapido.com.br. Além da venda pela internet, para se adaptar a demanda e atender melhor os peregrinos, a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, empresa privada que construiu e administra o Bondinho, irá contar com novas placas de sinalização, controles de segurança e atendimento reforçados.
“Durante este período, teremos um número maior de colaboradores na empresa, divididos em diversas áreas. Essa nova estrutura servirá como um piloto para aperfeiçoarmos nossos serviços”, explica a diretora geral da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, Maria Ercilia Leite de Castro. 

Fonte: Site Oficial JMJ

Catequese Importante!


 
Expliquei ao jornalista o que entendo por catequese cristã. É a certeza de que Deus se importa conosco e de que devemos nos importar com a sua obra.
Um cristão só se torna importante quando se importa e quando abre a porta que dá para o mundo. Não se fecha, abre-se. Não se isola: participa. Não se deixa encurralar e sitiar e também não sitia nem encurrala. Dialoga e importa-se. Não crucifica, descrucifica!
Uma Igreja que se importa com o casal, com as crianças, com os jovens, com os adolescentes, com os anciãos, com os pobres e com o futuro do seu povo torna-se uma igreja importante: importante porque se importa!
Igrejas tornam-se interessantes quando se interessam e se mostram interessadas na sorte dos mais sofridos. Só pode falar de eternidade uma Igreja que tem tempo para quem precisa de seu tempo.
O repórter disse que gostava dos meus trocadilhos. Sorri e disse-lhe que brinquei com as palavras, mas não com a catequese. O cerne da questão é exatamente esse: interessar-se, importar-se, tentar entender e compreender, saber ler os sinais dos tempos. Isto, só se consegue quando se tem um coração atento e atencioso.
Ele agradeceu pela entrevista. Eu agradeci pela oportunidade que me dava de falar a milhares de pessoas. Emprestou-me a sua cultura de repórter, homem que busca a notícia e emprestei-lhe a minha cultura de sacerdote, homem que a analisa. Ele se importa e eu também. De certa forma, somos pessoas importantes. Importamo-nos!

www.padrezezinhoscj.com