segunda-feira, 8 de abril de 2013
A paz não é uma saudação, e nem um simples desejo: é um dom de Cristo
Roma,
Às 12 horas de hoje, o Papa Francisco apareceu na janela do
escritório no Palácio Apostólico Vaticano para rezar o Regina Coeli com
os fiéis e os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Apresentamos
aqui a tradução em português das palavras do Papa antes da oração
mariana do tempo pascal.
***
Queridos irmãos e irmãs!
Neste domingo que conclui a oitava da Páscoa, renovo a todos os votos
pascais com as mesmas palavras do Jesus Ressuscitado: "A paz esteja
convosco" (Jo 20,19.21.26). Não é uma saudação, e nem sequer um simples
voto: é um dom, mais ainda, um dom precioso que Cristo oferece aos seus
discípulos depois de ter atravessado a morte e os infernos. Dá a paz
como tinha prometido: “Deixo-vos a paz, minha paz vos dou. Não vo-la dou
como o mundo a dá”. (Jo 14, 27). Essa paz é o fruto da vitória do amor
de Deus sobre o mal, é o fruto do perdão. E assim é: a verdadeira paz,
aquela profunda, vem de fazer a experiência da misericóridia de Deus.
Hoje é o Domingo da Divina Misericórdia por vontade do beato João Paulo
II, que fechou os olhos a este mundo, justamente na vigília desta data.
O Evangelho de João nos diz que Jesus apareceu duas vezes aos
Apóstolos fechados no Cenáculo: a primeira, na tarde mesma da
Ressurreição, e naquela vez não estava Tomé, que disse: se eu não vejo e
não toco, não acredito. Na segunda vez, oito dias depois, também estava
Tomé. E Jesus se dirigiu a ele, convidou-o a olhar as feridas, a
tocá-lo; e Tomé exclamou: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). Jesus
então disse: "Porque viste, creste. Felizes os que não viram e creram!"
(v. 29). E quem eram aqueles que acreditaram ser ver? Outros discípulos,
outros homens e mulheres de Jerusalém que, apesar de não terem
encontrado Jesus ressuscitado, creram no testemunho dos Apóstolos e das
mulheres. Esta é uma palavra muito importante sobre a fé, podemos
chamá-la de bem-aventurança da fé. E assim é: a verdadeira paz, aquela
profunda, vem do fazer a experiência da misericórdia de Deus. Em cada
tempo e em cada lugar são bem-aventurados aqueles que, por meio da
Palavra de Deus, proclamada na Igreja e testemunhada pelos cristãos,
creem que Jesus Cristo é o amor de Deus encarnado, a Misericórdia
encarnada. E isso vale para todos nós!
Jesus deu aos Apóstolos, juntamente com a sua paz, o Espírito Santo,
para que pudessem difundir no mundo o perdão dos pecados, aquele perdão
que somente Deus pode dar, e que custou o Sangue do Filho (cf. Jo 20,
21-23). A Igreja é enviada por Cristo ressuscitado para transmitir aos
homens a remissão dos pecados, e assim fazer crescer o Reino do amor,
semear a paz nos corações, para que se afirme também nas relações, nas
sociedades, nas instituições. E o Espírito de Cristo Ressuscitado joga
fora o medo dos corações dos Apóstolos e os empurra a sair do Cenáculo
para levar o Evangelho. Também nós temos mais coragem para testemunhar a
fé no Cristo Ressuscitado! Não devemos ter medo de ser cristãos e de
viver como cristãos! Devemos ter a coragem de ir e anunciar a Cristo
Ressuscitado porque Ele é a nossa paz. Ele fez a paz com seu amor, com o
seu perdão, com o seu sangue e com a sua misericórdia.
Caros amigos, hoje à tarde celebrarei a Eucaristia na Basílica de São
João de Latrão, que é a Catedral do Bispo de Roma. Rezemos juntos à
Virgem Maria, para que nos ajude, Bispos e Povo, a caminhar na fé e na
caridade.
[Depois do Regina Caeli]
Saúdo cordialmente os peregrinos que participaram da Santa Missa
presidida pelo Cardeal Vigário de Roma na igreja de Santo Spirito in
Sassia, centro da devoção à Divina Misericórdia. Caros irmãos e irmãs,
sejam mensageiros e testemunhas da misericórdia de Deus!
Também estou feliz por cumprimentar os muitos membros dos Movimentos e
Associações presentes nesse nosso momento de oração, especialmente as
comunidades neocatecumenais de Roma, que começam a partir de hoje uma
missão especial nas praças da Cidade. Convido a todos a levar a Boa
Notícia, em cada ambiente de vida, “com doçura e respeito” (1 Pe 3:16)!
Vão às praças e anunciem Jesus Cristo o nosso salvador!
Tradução TS
Conselhos regionais de medicina se manifestam contra aprovação do aborto.
Enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) defende a legalização do aborto para gestações de até 12 semanas, alguns conselhos regionais se opõem a tal proposta se baseando em razões científicas que atestam que a vida começa na concepção.
Quem
ampliou a voz dos conselhos que são contra o aborto antes dos três
meses de gravidez foi o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) que
expôs a falta de consenso entre a categoria médica quando o assunto é a
interrupção da gravidez.
“Um
terço dos conselheiros discordou da decisão do CFM. Em outras palavras,
o documento pró-aborto do Conselho Federal de Medicina não é matéria de
consenso entre os 27 conselhos regionais de medicina do Brasil. O CFM
não tem o apoio da categoria”, disse o deputado.
Entre
os conselhos que são contra a proposta do CFM temos os conselhos
regionais de Minas Gerais (CRM-MG), Goiás (CREMEGO), Paraná (CRM-PR) e
do Maranhão (CRM-MA) que divulgaram uma nota de oposição.
O
presidente do conselho de medicina de Minas Gerais, João Batista
Soares, citou que há razões científicas que aprovam que “a partir do
momento em que o óvulo é fecundado, já começa a existir um ser” e que
portanto aprovar o aborto dentro dessas 12 primeiras semanas seria um
atentado à vida.
“O
doutor João Batista Soares foi taxativo ao dizer que a primeira tarefa
da medicina é a defesa da vida e que um feto com 10, 12 ou 20 semanas é
uma vida de qualquer maneira. Os médicos pró-vida do Brasil precisam ser ouvidos na Câmara Federal”, comentou Lucena.
Quem
também falou sobre o assunto foi o do presidente do conselho de
medicina de Goiás, Salomão Rodrigues Filho, que teme que o aborto seja
legalizado e passe a ser usado como método contraceptivo.
A
proposta da CFM é enviar uma alteração para o Código Penal Brasileiro
para que a interrupção da gravidez dentro dessas 12 semanas não seja
considerada crime, deixando à mulher o poder de escolher continuar ou
não com a gravidez.
Prêmio Bill Gates para “novo preservativo” não diminuirá AIDS, adverte perito.
O
Dr. Brian Clowes, diretor de educação e investigação do Human Life
International, uma das mais importantes organizações pró-vida e
pró-família no mundo, criticou a recente oferta de 100 mil dólares feita por Bill Gates a quem desenvolve “a camisinha da próxima geração” e assegurou que dificilmente este concurso diminuirá as taxas de enfermidades de transmissão sexual no mundo.
No
último dia 26 de março, Bill Gates, fundador da empresa de software
Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, ofereceu através da
Fundação Bill e Melinda Gates um prêmio de 100 mil dólares para
“modernizar” o que eles consideram uma “ferramenta que salva vidas”.
“Você
pode inventar uma camisinha melhor? Um desafio de 100 mil dólares para
modernizar uma ferramenta que salvas vidas”, publicou Gates no Twitter,
em 26 de março.
A
fundação Gates explica que o que procuram com seu prêmio é conseguir
“uma camisinha da próxima geração que preserve ou aumente
significativamente o prazer, com o fim de melhorar seu consumo e uso
regular”.
Entretanto,
o Dr. Brian Clowes indicou que do ponto de vista da saúde pública, “é
improvável que atinja o fim desejado ou a diminuição nas taxas de
enfermidades de transmissão sexual”.
Depois de tudo, disse,
“a maioria dos outros fabricantes de camisinhas já dedicaram milhares
de horas de investigação para fazer camisinhas que sejam mais confiáveis
e têm outras características destinadas a incrementar o uso, e apesar
disso ainda vemos altas taxas do HIV/AIDS e outras enfermidades onde as
camisinhas são promovidas e de fácil acesso”.
O perito advertiu que o “principal
problema com respeito à epidemia da AIDS não são as camisinhas
inseguras –embora seja importante assinalar a alta taxa de falha das
camisinhas– mas sim as condutas arriscadas”.
“A
única nação africana que diminuiu significativamente suas taxas de
infecção do HIV em adultos é Uganda, e o fez a inícios da década de
1990, enfatizando a fidelidade e a monogamia, não o uso da camisinha”,
recordou.
Infelizmente, denunciou o cientista, “a
inícios de 2002 os promotores das camisinhas conseguiram retornar a
Uganda, e a taxa de AIDS está novamente crescendo. Em 2009, ocupou o 10
lugar a nível mundial de países com as maiores taxas de AIDS no mundo”.
“É
importante notar que as nações africanas com maiorias de católicos e
muçulmanos (religiões que ensinam firmemente contra condutas sexuais
arriscadas) têm as taxas mais baixas de infecções do HIV em adultos em
todo o continente”, disse o perito.
Por
exemplo, assinalou o Dr. Brian Clowes, nações do norte da África, que
têm populações muçulmanas grandes, têm taxas de infecção menores de um
em mil habitantes. Pelo contrário, as nações que têm menos do 30 por
certo de população muçulmana e católica, como Suazilandia, Namibia,
Zimbabue,Liberia e África do Sul têm em média uma taxa de 1 em cada seis
adultos infectados com o HIV.
“Quando
a epidemia da AIDS esteve em alta na Tailândia na década de 1980, esse
país embarcou imediatamente em um programa estatal de encher o país com
camisinhas”, recordou.
“Os
últimos registros mostram que Tailândia tem bastante mais de meio
milhão de adultos vivendo com o HIV/AIDS e uma taxa de infecção de 1.3
por cento, o que lhe dá a taxa de HIV mais alta do sudeste asiático”,
assinalou.
O
Dr. Clowes indicou que, a diferença da Tailândia, o governo das
Filipinas informou “às pessoas sobre a alta taxa de falhas das
camisinhas e desaconselhou firmemente seu uso”.
“Filipinas tem atualmente menos de 9 mil adultos vivendo com o HIV/AIDS, e uma taxa de infecção em adultos de só 1 em mil”.
Em
outras palavras, disse o cientista, “a Tailândia cheia de camisinhas
tem uma taxa de infecção em adultos 13 vezes mais alta que a de
Filipinas”.
“Infelizmente,
com a aprovação do projeto de lei ‘RH’ em dezembro do ano passado, que
promove a camisinha, podemos esperar ver um incremento das taxas de AIDS
nas Filipinas, tal como o vimos na Uganda, onde os ‘peritos’ em
desenvolvimento conseguiram converter uma história de êxito em uma
crescente tragédia”, lamentou.
O
diretor de educação e investigação do Human Life International indicou
que 22 estudos importantes de mais de 40 mil camisinhas usadas durante
relações sexuais de pessoas heterossexuais mostraram que as camisinhas
se romperam ou rasgaram em 4.6 por cento das vezes, e saíram em média
2.5 por cento das vezes, dando um total de taxa de falha de 7.1 por
cento, ou um em cada 14 usos”.
“Os
defensores do método da ‘primeira camisinha’ para a prevenção da AIDS
culpam disto à promoção insuficiente das camisinhas, ignorando tanto a
história de centenas de milhões gastos em promoção de camisinhas e o
enfoque orientado à conduta dos países vizinhos com taxas muito mais
baixas”, assinalou.
Para
o Dr. Clowes, “possivelmente o Sr. Gates entenderia melhor o problema
em uma linguagem informática: Apesar dos muitos milhões de dólares
gastos em investigação, não há ainda algo como uma camisinha ‘bug-free’
(‘sem erros’)”.
“E
se acontecer um ‘erro’ enquanto se usa uma camisinha, as consequências
são muito mais sérias que aquelas resolvidas simplesmente reiniciando ou
levando o seu laptop à loja local de reparação de computadores para um
diagnóstico”, disse.
Apesar
de uma possível intenção nobre na proposta de Gates, a trivialidade de
sua proposta, disse Clowes, expõe a uma indústria “que vê os pobres nas
nações em desenvolvimento mais como um problema a ser resolvido que como
um recurso a ser honrado e ajudado a florescer
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
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