sábado, 8 de dezembro de 2012

TWITTER DO PAPA CHEGA A 774 MILSEGUIDORES





O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais no Vaticano considera que o Papa Bento XVI poderia chegar ao milhão de seguidores no Twitter dia 12 de dezembro, Festa da Virgem de Guadalupe, data em que o Santo Padre escreverá seu primeiro tweet.

“É razoável pensar que chegaremos ao milhão de seguidores no dia do lançamento”, comentou ao grupo ACI Mons. Paul Tighe, Secretário do mencionado dicastério. Segundo a autoridade vaticana, após o primeiro tweet do Papa os usuários desta rede social também farão seus  tweets, “o que fará que mais pessoas venham a bordo”.

Até o fechamento desta edição, a quantidade de seguidores do Santo Padre superava os 774 mil, sendo a conta em inglês a que contava com maior número de seguidores com 528 mil, enquanto que a de espanhol estão em pouco mais de 120 mil. Os outros idiomas, nos que serão escritos os tweets aprovados pelo Pontífice, são o francês, árabe, polonês, português, italiano e alemão.

Entretanto, explicou o sacerdote, “nunca vamos julgar (a iniciativa) pelos números, mas nos agrada muito que as pessoas já estejam se inscrevendo e esperamos chegar a uma boa quantidade a partir da quarta-feira” 12 de dezembro.

O Papa Bento XVI escreverá eu primeiro tweet logo após a audiência geral da próxima semana, em resposta às perguntas que até esse dia podem enviar-lhe os usuários através do hashtag #askpontifex.
O sacerdote disse que é certo que “tivemos algumas respostas negativas” com o público, “mas não estamos preocupados por isso”. “Isto é parte da estratégia da Igreja para estar nas redes sociais para comunicar as boas notícias, e isto é só a ponta do iceberg”, acrescenta.

O Secretário do Pontifício Conselho explicou ao grupo ACI que, com seus tweets, “o Papa vai fazer como diz o Evangelho sobre o homem que lança as sementes. Algumas irão com o vento e ficarão estéreis enquanto que outras fincarão raízes e crescerão fortes”.

O sacerdote irlandês concluiu afirmando que “o Papa simplesmente vai usar isto para fazer que o Evangelho chegue a um mundo carente de amor”.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Decisão provisória da Justiça mantém ‘Deus seja louvado’ nas cédulas do Real.

G1
A 7ª Vara de Justiça de São Paulo negou na quinta-feira (29) pedido de antecipação de tutela feito pelo Ministério Público Federal solicitando que a União e o Banco Central retirassem, no prazo de 120 dias, a expressão “Deus seja louvado” de todas as cédulas a serem impressas.
A juíza federal Diana Brunstein argumenta na decisão que “não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido. Entendo este fato relevante na medida em que a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda”.
A decisão é provisória e o processo segue agora os trâmites normais. Não há previsão de quando a ação será julgada. O que foi negado nesta quinta-feira foi o pedido de antecipação de tutela, pois a Justiça interpretou não se tratar de algo urgente.
Um dos principais argumentos apresentados pela Procuradoria da República no Estado de São Paulo pedindo a retirada da frase é que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa.
Uma das teses da ação é que a frase “Deus seja louvado” privilegia uma religião em detrimento das outras. Como argumento, o texto cita princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias.
Para a juíza da 7ª Vara Federal, “a menção a expressão Deus nas cédulas monetárias não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença, assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades, exemplificativamente”.
Desde 1986
A inclusão da expressão nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação do então presidente José Sarney, de acordo com informações do Ministério da Fazenda passadas à procuradoria. Em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser “tradição da cédula brasileira”, apesar de ter sido inserida há poucos anos, diz.
Um dia depois de o MPF entrar com a ação na Justiça, Sarney criticou a situação. “Eu acho que é uma falta do que fazer, porque, na realidade, precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que ele fez por todos nós humanos e pela criação do universo. Nós não podemos jamais perder o dado espiritual. Eu tenho pena do homem que na face da terra não acredita em Deus”, disse o presidente do Senado.